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29 de dez de 2007

Grandes Mulheres - INDIRA GHANDI


Nascida em 1917, em Allahabad, cresce durante o período turbulento em que a Índia se liberta da Coroa britânica. Estuda na universidade indiana de Visva-Bharati e na Universidade de Oxford. Casa-se com Feroze Gandhi em 1942, mas a união durou pouco. Filha de Jawaharlal Nehru, o primeiro primeiro-ministro indiano após a independência, em 1947, Indira Ghandi acompanhou o pai em todas as visitas oficiais e foi sua conselheira para os assuntos nacionais. Tornou-se ativista do movimento pela independência indiana. Indira chegou a ser presa por subversão, passando 13 meses na cadeia.
Em 1955, foi eleita para o conselho executivo do Partido do Congresso Nacional e passados quatro anos, foi presidente do partido durante um ano. A seguir à morte do pai, tornou-se ministra da Informação, tendo liberalizado as políticas de censura. Quando o primeiro-ministro morreu subitamente, Indira substituiu-o. No ano seguinte, foi eleita para um mandato de cinco anos.
Em 1959 assume a presidência do Partido do Congresso, governista, e, em 1964, o Ministério da Informação e Difusão. Sucede o primeiro-ministro Bahadur Shastri, em 1966, tornou-se a primeira mulher chefe de governo da Índia. Indira estava com 49 anos e governou por 15 anos.
Contrariando os dirigentes do partido, Indira afastou a burocracia partidária, dividiu o partido e assumiu a liderança, abolindo os privilégios dos príncipes indianos. Sua popularidade aumentou quando ela implantou um programa socialista e separou a Índia do Paquistão, em uma guerra que deu origem a Bangladesh.
Em 1975, foi condenada por uma infração das leis eleitorais, durante a campanha de 1971. Manteve sempre a sua inocência e afirmou que a condenação fazia parte de uma tentativa para a afastar do seu cargo. Recusou demitir-se e declarou o estado de emergência. Embora o Tribunal Supremo da Índia tenha invalidado a sua condenação, Indira manteve o estado de emergência e colocou sob a sua alçada muitos aspectos da vida indiana. Numerosos dissidentes foram presos. No mesmo ano manda prender os membros do partido da oposição e governa como ditadora. Perde as eleições em 1977. No entanto, em 1980, regressou à política indiana para uma vitória estrondosa reconhecida como uma das principais líderes das nações em desenvolvimento.
Não conseguiu conter a violência entre as diversas religiões e foi assassinada em 1991em Nova Délhi por dois membros de sua guarda, extremistas da seita sikh.

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